07 abr Mentalidade, indicadores e processos: o pacote básico da gestão de startups

Gestão foi o tema principal sobre o qual Thiago Oliveira, fundador da I&S Log Service, falou durante sua participação no Wizard, como é chamada a primeira semana da aceleração da ACE.

Autor do livro “Pense dentro da caixa – aprenda a enxergar oportunidades e empreenda em qualquer cenário”, o empresário conversou sobre sua trajetória e como aprendeu com seus erros, o que resultou na venda de sua empresa.

Das coisas que aprendeu, Thiago destacou duas:

“Democracia demais não funciona”, relembrando uma passagem em que consultou seus colaboradores sobre a troca da cor do uniforme, mas a eleição não deu certo. “Às vezes, você precisa chegar e falar: ‘O uniforme agora é rosa’”, afirmou.

“Não contrate ninguém que você vai ter problemas para demitir”, comentando sobre situações complicadas, nas quais teve que colocar amizades ou relacionamentos à prova para tomar a decisão certa para a empresa.

No quarto dia de atividades, as startups passaram por atividades focadas em gestão, iniciando por um painel sobre pessoas, processos, finanças e administração apresentado por Arthur Garutti, COO da ACE, e Victor Navarrete, Head de Aceleração do ACE Hub Goiânia.

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Cultura vencedora e índices

Thiago Oliveira falou com orgulho da cultura de competitividade que conseguiu implantar na I&S.

Com metas, indicadores e bonificações muito bem definidos, a empresa de logística mantém todas as áreas focadas em bons desempenhos, em busca de recompensas pelos resultados da empresa, do time e individuais.

E o maior foco é na área comercial. Por meio de competições inspiradas no esporte, os times disputam entre si no processo de vendas, na conquista e na manutenção de leads.

Nada pode interferir no desempenho

Perguntado sobre a venda da I&S, Thiago afirmou que já havia recebido uma proposta anterior por 70% da empresa e que, após pedir diversos conselhos, decidiu cancelar a negociação por entender que não seria o melhor para a empresa e para ele.

Mesmo assim, o processo interferiu na rotina da empresa. “Eu cometi um erro na primeira oferta, porque fiquei com a empresa parada oito meses”, admitiu.

A experiência, no entanto, ajudou a corrigir as falhas em novas tratativas de aquisição.

Quando recebeu uma nova investida pela empresa, manteve a operação e o ritmo de crescimento, inclusive com a abertura de filiais, sem deixar o processo de venda atrapalhar o desempenho.

“Tenham coragem de ousar”

Pedro Waengertner, CEO da ACE, conversou com as startups sobre vários temas

Quem também conversou com os acelerados foi Pedro Waengertner, CEO da ACE.

Em um bate-papo descontraído e direto, falou sobre diversos temas, como o programa de aceleração, mentalidade vencedora e desempenho.

Pedro reforçou a ideia de que o empreendedor deve focar em ter um bom produto e uma grande empresa, pois desta maneira o dinheiro vai aparecer.

E que é preciso ter calma na hora de levantar investimentos, analisar as propostas e negociar o melhor para a empresa, mesmo que seja a recusa do aporte.

Em tom de brincadeira, estimulou os acelerados a pensarem diferente e a acreditarem em suas ideias.

“Nós queremos que vocês sejam criativos, bizarros, e que tenham coragem de ousar, de ir para um lado quando todos vão para o outro”, definiu.

– por Rodrigo Simões, especial para a ACE

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