como investir em startup

18 maio Como começar a investir em startups

Mesmo em tempos de crise financeira e política, há um interesse muito grande em investimento em startups. Mas investir em startups não é algo simples: o risco de perda total do investimento é alto, os contratos são complicados, não há dados confiáveis para avaliar as empresas e entrar para o “clubinho” das startups não é fácil.

Mas vale o esforço. Trazer mais investidores para perto das startups é uma excelente maneira de fomentar o ecossistema empreendedor brasileiro. Existem alguns motivos para acreditar nesse investimento:

  • Startups nascem e crescem em tempos de bonança e em tempos de crise. Algumas das melhores oportunidades aparecem justamente por causa de grandes crises.
  • Investir em startups é, literalmente, colocar o dinheiro para trabalhar: a startup usará o dinheiro para contratar pessoas, desenvolver produtos, criar novos serviços. O seu investimento não ficará restrito a apenas mudar alguns números num banco de dados de uma bolsa de valores ou de um fundo de investimentos.
  • Embora o risco seja muito alto, a possibilidade de retornos fantásticos é real
  • Startups geram emprego, crescimento e inovação de uma maneira extremamente eficiente.

 

O primeiro passo para começar a investir em startups é buscar informações. Há uma gama gigantesca de sites, blogs, vídeos e cursos que podem te ajudar a entender como funciona esse “clubinho”. Os seguintes temas deveriam ser os primeiros a serem pesquisados:

  • Quais temas e indústrias são abordados por startups
    • Quais deles me interessam?
    • Em quais desses temas eu tenho conhecimento acima da média?
  • Como investidores anjo e fundos de Venture Capital ganham dinheiro
    • O que é venture capital?
    • O que é a regra do 2+20?
  • O risco envolvido e quais são as taxas de sucesso de investimentos em startups
    • Diversificação de risco através de portfólios
    • Quanto do meu patrimônio líquido devo investir em startups?
    • Em quantas startups devo investir para fazer sentido?
  • Modelos de negócios escaláveis e barreiras de entrada
    • Por que tantas startups são digitais?
    • O que é escalabilidade?
    • Qual a diferença entre inovação tecnológica e inovação de modelo de negócios?
  • O acordo básico implícito em um investimento em startup
    • O que o empreendedor espera?
    • O que o empreendedor promete?
    • Quais são condições usuais de mercado?
    • Quais são os principais tipos de contrato de investimento em startups?
    • Quais são as principais cláusulas?
  • A maneira como startups são avaliadas
    • O que define quanto dinheiro a startup busca de investidores?
    • O que define qual participação eu poderei ter em uma startup?
    • Por que isso é, ainda, mais arte do que ciência?

 

Naturalmente, não será possível abordar essa lista grande de temas em um post só e o intuito aqui é fornecer um primeiro guia, a ser elaborado em mais detalhes no futuro. Assine aqui a nossa newsletter exclusiva e fique por dentro.

Por Fernando Bresslau

Bresslau trabalhou como diretor da ACE por quase três anos, juntando startups e investidores. Hoje continua como sócio na ACE e é professor de pós-graduação em empreendedorismo na FIAP e ESPM, além de se dedicar a assuntos como blockchain, bitcoin, ethereum e smart contracts.

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