11 mar Como fazer um bom pitch

businessMuito se fala sobre qual a melhor maneira de se fazer um pitch. Minha dica de ouro, de cara, é: “seja você mesmo”.

Quem já passou por um treinamento de pitch, principalmente comigo, já me ouviu dizer algo como “faça de conta que está conversando com um amigo” ou “imagine que você está num bar”. O segredo, na verdade, não é um segredo. É algo que já é sabido por todos mas que, numa situação de exceção – o pitch – fazemos questão de esquecer. Resultado: usamos uma linguagem que não é a nossa; um gestual e uma impostação que não é a cotidiana e  encarnamos um personagem do teatro grego. Não é assim que as coisas funcionam ou, pelo menos, não é assim que deveriam funcionar.

A verdade é que quanto mais naturais somos, mais credibilidade passamos. De nada serve uma pessoa descontraída e extrovertida se colocar como uma pessoa séria e compenetrada nem vice-versa. Geralmente, quem faz pitch não é ator profissional e, via de regra, a máscara cai. E ela cai da pior maneira: Através da falta de sustentação de modos que não são nossos verdadeiramente, o que nos leva a gaguejar, a usar vícios de linguagem, a nos movimentarmos de forma imprecisa e repetitiva, etc.

Assumindo nossa real personalidade durante um pitch, temos uma preocupação a menos. Assim, temos mais condições de sermos precisos, de nos apropriarmos do assunto, nos sentimos mais livres para gesticular e utilizar o espaço e os recursos dos quais dispomos, mesmo com toda a tensão do momento.

A tensão, aliás, é natural e saudável. Nem os artistas mais experientes estão livres dela. Mas ela deve funcionar não como uma inimiga, mas sim como uma aliada.

No mais, relaxe e faça seu show!

Caroline Piguin
carol@aceleratech.com.br


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