11 dez Direto das trincheiras: Profes

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Percebemos em muitos de nossos eventos que é muito interessante para as startups conversarem com nossas empresas aceleradas e entender um pouco de sua jornada para o crescimento, O que foi feito? Como foi feito? Qual o modelo usado para o crescimento?

Sabemos que não existe apenas uma jornada para o sucesso, mas muitos dos passos são semelhantes, as dicas, muitas vezes podem ser reutilizadas, e, por isso, começamos uma nova série aqui no blog, para levar esse conhecimento para o máximo de startups possível.

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Entrevistamos o Claudivan Ribeiro, CMO, e o Tiago Bomventi, Relacionamento com Cliente da Profes, que está sendo acelerada e foca no setor de educação.

Aceleratech: Meninos, como foi a criação da ideia do Profes?
Tiago: A ideia original foi do Claudivan, que estudou comigo na USP. Sempre quisemos um negócio próprio, mas foi apenas quando ele começou a trabalhar como professor particular que vislumbramos a oportunidade.
Claudivan: Eu tinha acabado de decidir dar aulas particulares, eu falo decidir porque parecia impossível para mim achar alunos! Comecei então a colocar panfletos no ponto de ônibus interno, nos murais da faculdade, e mesmo assim não era muito eficiente. Uma vez vi a mãe de um aluno colocando um pôster para procurar um professor particular, daí eu percebi que deveria ter uma maneira melhor de fazer isso. Chamei o Thiago para buscarmos uma solução. Fizemos uma lista imensa com as possibilidades de negócio e decidimos que a saída seria um “anunciado” de professores particulares online. No dia seguinte, já chamamos o David, nosso responsável pela infra para se juntar a nós e o Alberto, nosso CTO, e começamos a trabalhar no intervalo das aulas, bem experimental mesmo. Muitas vezes tínhamos que interromper o trabalho por causa da internet lenta, e ficávamos mudando de uma sala para outra.
Tiago: Partimos direto para o desenvolvimento, criamos um MVP, para testar. Acreditávamos que precisávamos de alguém de negócio, mas antes queríamos ter algo para mostrar, queríamos solucionar esse problema. Com o MVP pronto, começamos a captação na unha, colando cartazes do Profes pelo campus e batendo na porta do jornal da escola, para conseguirmos divulgação. Foi assim que conhecemos o Victor, nosso CEO, dono de um cursinho. Marcamos de bater um papo para entender como as ideias poderiam se juntar, e foi muito legal, porque todos tinham chegado a mesma conclusão, nós com nossa expertise técnica e ele com o conhecimento de mercado: Aulas online. Para conseguirmos um lugar fixo para trabalhar, nos aplicamos para o CIETEC, e entramos, o que nos ajudou bastante na melhoria do produto.

Aceleratech: E como foi essa questão de uma pessoa que entrou depois tornar-se CEO? Vocês tiveram algum problema com isso?
Claudivan: Não, ele realmente já tinha o conhecimento de mercado, e era a posição que fazia mais sentido para ele. Uma hora você tem que se perguntar o que mais importa, seu poder e cargo, ou seu produto. Acho que fizemos a escolha certa, e o nosso time trabalha muito bem junto, não temos esse orgulho do cargo.

Aceleratech: E qual ponto vocês tiveram ou tem mais dificuldade?
Claudivan: Monetizar! A gente sabia que tinha um produto legal nas mãos, mas antes da entrada do Vitor, pensávamos muito na questão operacional. Quando terminamos a primeira versão do site, olhamos um para a cara do outro e perguntamos “Como vamos ganhar dinheiro com isso?” é por isso que falamos que a entrada dele foi tão essencial para nosso desenvolvimento.

Aceleratech: E como foi a questão com o trabalho? Quando vocês decidiram sair para se dedicar apenas ao projeto?
Tiago: Eu tinha saído do meu trabalho integral antes de começar o profes. Todos da equipe trabalharam algum tempo por meio período, para nos dedicar mais ao negócio, e assim que passamos no Startup Brasil, todos pedimos demissão.

Aceleratech: Qual o momento vocês diriam que é o propício para sair do trabalho e se dedicar 100% ao negócio?
Tiago: Existem dois momentos diferentes que podem significar que sua startup já requer 100% de seu esforço:
Entrar em algum programa de incentivo do governo ou em uma aceleradora: Para mim, não faz sentido quem entra em um programa como o Start Up Brasil e se dedica apenas meio período a seu negócio. Nós entendemos que as situações financeiras são diferentes dependendo de cada uma das pessoas, mas você pode ter certeza que sua cabeça durante o meio período que você estiver trabalhando sua cabeça vai estar em seu negócio, e se por acaso ele não der certo, é capaz de o empreendedor se culpar por isso, sem saber se o erro foi da ideia ou da execução.
Claudivan: Com certeza tivemos muita sorte em entrar no Start Up Brasil, mas sempre achei que caso não entrasse, eu me demitiria e usaria minhas economias como uma forma de tentativa, caso passasse muito tempo e pouco resultado, voltaria para o mercado do trabalho.

Aceleratech: Vocês tem alguma dica para as startups que estão começando?
Tiago e Claudivan: Tenham em mente que esse não é um caminho fácil, que vários momentos sociais precisarão ser sacrificados por sua visão de futuro. Esqueça seus 30 dias de férias anuais, e finais de semana. Mas vai tudo da questão de paixão de cada um. O que nos motivou foi a tentativa de resolver um problema real de alguém. Não pense só no produto, se ele é legal ou usável, o que ele resolve, e para quem? Qual o real valor do que você faz? E por fim, não perca a paixão pelo seu projeto!

Equipe ACE
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A Equipe ACE é formada por profissionais multidisciplinares e apaixonados por empreendedorismo e startups :)



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